Os 3 pilares da sua Vida Financeira

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Você já se pegou caçando os melhores CDBs pelas corretoras? Já criou uma planilha de gastos em que cada real tinha um destino? Já planejou como o seu salário poderia evoluir ano a ano?

Eu percebi que de tempos em tempos meu foco muda. Às vezes fico super rígido com os gastos, depois relaxo nos gastos e viro um estudioso dos investimentos, depois deixo tudo de lado e volto a focar no meu desenvolvimento profissional.

Percebi também que quando você volta para um desses assuntos, você sempre acha algo interessante. Depois de semanas estudando investimentos, uma hora aplicada no controle de gastos pode ter um retorno muito maior.

Sendo assim, decidi identificar quais as grandes áreas da nossa vida financeira, para saber onde posso dedicar minha atenção e também para buscar um equilíbrio.

Receitas, Gastos e Investimentos

Esses são os 3 pilares que determinam a sua vida financeira.

Definição
Receitas

É o que entra de dinheiro, seja salário, aposentadoria, dividendos, aluguéis, etc..

Gastos

É o que sai de dinheiro, seja os seus gastos mensais ou periódicos como trocar de carro e viajar.

Investimentos

É como você aumenta o seu patrimônio, seja usando poupança, tesouro direto, ações, imóveis, fundos imobiliários, debêntures, etc..

Você separa todo mês o que sobra de Receitas - Gastos e aplica em Investimentos.

É assim que você vai formando patrimônio.

Se você quiser acelerar o processo, você tem basicamente 3 alternativas:

  • Aumentar as suas Receitas
  • Diminuir os seus Gastos
  • Melhorar os seus Investimentos

Em quais dessas iniciativas acima você vai obter o melhor resultado?

Depende.

Vamos seguir com alguns exemplos para ilustrar.

Vale a pena ficar caçando os melhores CDBs por aí?

A CDI hoje paga 6,38% ao ano.

Vamos supor que com 1 hora por mês você consegue achar uma boa taxa de 120% CDI no mercado para realocar seus CDBs que venceram. Na sua corretora normal eles renderiam 115% CDI.

Se você possui R$10mil, segue a diferença:

R$10.000 * (6,38% * 115% + 100%) = R$10.733,70
R$10.000 * (6,38% * 120% + 100%) = R$10.765,60

A diferença é pequena: R$31,90.

Talvez controlando seus gastos, você teria percebido algum gasto que daria pra cortar? Ou fazer uma hora extra no trabalho já teria dado um retorno maior?

Se você possui R$100mil, a diferença já pula para R$319,00.

Talvez já valha a pena.

Quanto maior o seu patrimônio, maior o impacto de buscar investimentos melhores.

Vale a pena controlar cada gasto até o último centavo?

Depende do tempo que isso leva.

Sem acompanhar os gastos, digamos que você gaste R$5000/mês.

Fazendo um controle básico de 1 hora por mês, você consegue enxugar os gastos para R$4750/mês.

Você se empolga e baixa todas os aplicativos e planilhas do Me Poupe, Primo Rico e Blog de Valor, e com 12 horas mensais você chega em R$4500/mês.

Vale a pena?

Tudo é relativo, vai ter vezes que vamos precisar enxugar muito os gastos.

Mas o interessante aqui é o conceito de utilidade marginal – para cada hora gasta a mais, o seu retorno ou impacto diminui.

Portanto, é importante diversificar sua atenção.

Como investir em cada pilar?

Se já faz um tempo que você não pensa em aumentar suas Receitas, diminuir seus Gastos ou melhorar seus Investimentos, eu deixei abaixo algumas idéias, mas sem a pretensão de ser um roteiro ou guia de estudo completo, ok?

Receitas

Aqui existem basicamente 2 caminhos.

Você pode voltar sua atenção no que precisa para ser promovido ou pode tentar desenvolver outras fontes de renda.

O primeiro caminho envolve ir a eventos para fazer networking ou até palestrar. Você também pode investir na sua formação fazendo cursos. Além disso, você pode tentar entregar mais resultados no trabalho.

Eu acho até estranho escrever sobre isso, mas no fim é verdade – aumentar sua receita é uma maneira de melhorar sua vida financeira.

Para desenvolver outras fontes de receita, você pode dar aulas ou organizar cursos sobre a sua profissão, pode tentar criar um blog sobre um assunto de interesse ou até fazer um bico / freelance por aí.

Gastos

O básico daqui é acompanhar os gastos.

Eu utilizo uma planilha para categorizar meus gastos e tentar reduzir onde acho estar gastando demais.

Não é sobre “cortar o cafézinho”, mas sim identificar onde você acha que vale a pena gastar.

Se você tem dívidas, bolar um plano de pagamento vai te trazer o melhor retorno possível, uma vez que os juros de dívidas são muito mais altos que as taxas que conseguimos para investir nosso dinheiro.

Feito esse básico, é importante incorporar e se planejar para os gastos anuais ou não recorrentes: IPVA, seguros, matrículas, academia, presentes, etc..

Finalmente, o próximo passo é definir e planejar os gastos grandes que você quer ter, como comprar um apartamento, fazer uma grande festa de casamento, viajar para o Japão, comprar um carro / moto / barco / helicóptero / patinete, etc..

Investimentos

Ah os investimentos, de longe o meu assunto preferido.

A poupança é o investimento mais comum. Lembro de quando eu tinha 8 anos e ganhei uma caderneta de poupança com 100 reais da minha avó. Fiquei maravilhado de saber que ali o dinheiro se multiplicaria sozinho.

Se você consegue poupar, você já pode se dar os parabéns, visto que não é um hábito brasileiro.

Reserva de Emergência

O primeiro passo nos investimentos é formar uma reserva de emergência.

Costuma-se pensar em algo como 6 meses a 1 ano de suas despesas. A poupança até serve, no entanto há CDBs com liquidez diária e fundos DI com baixa taxa de administração nas corretoras que rendem mais.

Feita essa reserva, o próximo passo é estudar sobre o Tesouro Direto.

Tesouro Direto

Aprender as características e como se comportam os diferentes títulos – Selic, IPCA e Prefixado é essencial. Para isso, você vai ter que aprender um pouco sobre economia e seus indicadores, o que também faz parte da vida do investidor.

Entender bem o Tesouro Direto te coloca num patamar excelente de renda fixa.

O próximo passo é começar a estudar renda variável.

Fundos Imobiliários

Os fundos imobiliários podem ser um bom ponto de entrada. É muito mais fácil analisar um fundo imobiliário do que uma empresa. O comportamento é um tanto mais previsível, contudo apresenta a volatilidade de renda variável.

Outra vantagem é poder investir em imóveis (e receber aluguéis) sem possuir um capital grande. Além disso, você consegue uma liquidez infinitamente maior do que a de um imóvel físico.

Há quem diga que nem todos tem o perfil de investir em renda variável. A minha experiência é de ficar mais confortável à medida que fui estudando mais sobre o assunto. Aumentando minha alocação aos poucos.

Num avião passando por turbulência, os passageiros mais habituados não ligam tanto quanto os passageiros de primeira viagem. Uma analogia interessante do Prof. Baroni.

Ações

As ações ganham no longo prazo.

Acho importante entender o porquê antes de começar a investir.

O foco em empresas boas em termos de fundamentos é algo que tem dado certo pra mim. Todavia não me sinto confortável e dar muitas dicas ainda.

Gosto muito do método do Bastter.com, mas acredito que eventualmente você começa a andar com as próprias pernas e percebe alguns dogmas do site.

Assim como nos fundos imobiliários, a minha alocação foi aumentando com o tempo à medida que fui ficando mais seguro.

Conclusão

A sua vida financeira é composta por 3 pilares.

Você vai obter os melhores resultados se diversificar a sua atenção à cada um deles.

Receitas – é se desenvolver profissionalmente e criar fontes alternativas de renda.

Gastos – é identificar o que te faz feliz, quais gastos valem a pena. Acompanhar mensalmente. Planejar os gastos que não acontecem todo mês. Acumular uma reserva para realizar os seus sonhos.

Investimentos – é crescer o patrimônio. Investir dentro das suas competências, mas buscar expandi-las.

escrito por

Bruno Buccolo

Fundador do Grana.io
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Meu nome é Bruno e eu sou o autor e fundador do Grana.io

Eu criei esse espaço para compartilhar o meu caminho rumo à simplificação das finanças pessoais e investimentos.

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